Commandos dos Royal Mariners empregam drones de alta tecnologia em desembarque anfíbio

Imagens do desembarque na Ilha de CHipre, via Royal Navy.

Os Commandos dos fuzileiros navais reais estão “trocando” adagas por drones enquanto dão seu maior passo em direção ao futuro.

Os boinas verdes (Royal Mariners Commandos) estão conduzindo duas semanas de testes com drones de todos os tamanhos e habilidades enquanto forjam os novos operadores de comandos durante manobras de desembarque anfíbio na Ilha de Chipre, no Mar Mediterrâneo.

Os sistemas de drones serão usados ​​para fornecer aos comandos em solo suprimentos diversos como; munição, combustível, suprimentos médicos ou comida e água, bem como inteligência dos movimentos e atividades do ‘inimigo.

O treino de duas semanas dentro e fora da Ilha de Chipre, o Exercício Autônomo de Força Avançada 3.0, é um dos eventos chave do lançamento anfíbio da Marinha Real neste outono.

As lições exercitadas serão usadas para desenvolver as táticas e determinar o equipamento necessário para transformar os Royal Marines na Força de Comando do Futuro*.

A revisão aprofundada do Real Corpo de Fuzileiros Navais mostra o retorno dos Mariners Britânicos às suas raízes de comando como pequenas equipes de ataque furtivas que atacam do mar, auxiliados pela tecnologia mais recente.

Alguns dos equipamentos e táticas foram testados de maneira bem discreta e experimental na Noruega no início deste ano durante manobras conjuntas da OTAN. O Mediterrâneo permite experiências semelhantes, mas em ambientes mais quentes e com diferença operacionais no terreno.

“Chipre nos dá uma excelente oportunidade de testar o equipamento e os conceitos da Future Commando Force do Reino Unido, enquanto mantemos nossa excelência no básico”… “Estamos colocando essa tecnologia nas mãos de Royal Marines e marinheiros e integrando-a no mar e em terra”; disse o coronel Chris Haw, comandante do 47 Commando Raiding Group Royal Marines , liderando o exercício.

Trabalhando com a empresa de tecnologia de defesa QinetiQ, o esquadrão de testes do 47 Commando testará uma série de drones, incluindo a operação entre navios da Marinha Real e a costa pela primeira vez.

Também está sendo avaliado um novo kit de comunicações, que deve funcionar melhor e de forma mais secreta quando usado por equipes pequenas que operam atrás das linhas inimigas.

Os Royal Marines do 40° Commando usará uma alimentação de dados on line, de um drone para treinamento de vigilância e reconhecimento, além de software de teste que ajudará nas comunicações, coleta de inteligência, navegação e compartilhamento de dados em ambientes desafiadores.

Talvez o mais impressionante seja o software usado para misturar toda a tecnologia e dados em algo que a equipe da sala de operações do navio de apoio RFA Lyme Bay pode explorar para acompanhar as operações em tempo real, algo visto até então em filmes de cinema.

Para não ficar atrás da tecnologia automatizada, o 47° Commando também testará novos métodos de inserção de pequenas equipes do navio para a costa, enquanto diferentes elementos do 42 Commando praticam suas habilidades especializadas ao lado das forças cipriotas.

Natalie Anders, do laboratório de ciências DSTL do MOD, está monitorando de perto a tecnologia e as táticas nas próximas duas semanas.

Autonomous Advance Force 3 reúne forças de comando com tecnologias autônomas para oferecer vantagem na vitória de batalha”, explicou ela.

“Experimentando táticas e tecnologias, podemos multiplicar a eficácia de cada fuzileiro naval no solo.”

Manobras em Chipre atuam como prevenção de conflitos em pontos quentes de estabilização

Devido a conhecida crise no Mar Mediterrâneo com os atritos e possibilidades de conflitos entre a Marinha da Turquia contra a Grécia e outras nações, a Royal Navy mantém um olhar atento sobre os estados de situações frágeis, contendo ameaças potenciais e evitando que aumentem. A presença de dissuasão protege nossos parceiros regionais e torna o mundo um lugar mais seguro.

Mais de mil marinheiros e fuzileiros navais reais embarcaram em uma missão de três meses ao Mediterrâneo para formar as forças de comando “Future Force” dos Royal Mariners.

O HMS Albion, deixou Plymouth, liderando uma força que visitará várias nações do Mediterrâneo e do Mar Negro enquanto as forças armadas do Reino Unido consolidam alianças tradicionais. Além disso, permitirá que os comandos testem e desenvolvam táticas usando um novo kit inovador.

A implantação visa testar novos conceitos do Littoral Strike Group (que substitui o antigo grupo anfíbio do Reino Unido) e molda a Future Commando Force (FCF), a evolução dos Royal Marines em uma força de ataque de alta tecnologia, ambos estão no centro da transformação da Marinha Real Britânica no início da década de 2020.

O grupo também apoiará a operação de segurança do Mediterrâneo da OTAN, Sea Guardian, ao lado do novo navio patrulha HMS Trent, que agora está permanentemente baseado na região, e fornecerá opções para o Reino Unido responder a qualquer potencial crise na área.

Conhecida como implantação do Littoral Response Group (Experimentation), a força inclui o quartel-general e a equipe do Commodore Rob Pedre, o Commander Littoral Strike Group, a capitânia HMS Albion, o destróier HMS Dragon e o navio de apoio anfíbio RFA Lyme Bay.

A presença global da Royal Navy significa que estabelecem relações estreitas com parceiros em todo o mundo. Ao trabalhar em estreita colaboração com os aliados globais, proporcionamos estabilidade, tranquilizamos poderes regionais e contemos situações antes que se transformem em conflitos graves.

O comércio global depende da cooperação e da boa vontade, e, como nação insular, a Grã Bretanha depende do mar para obter recursos essenciais. É por isso que tranquilizar as potências regionais e proteger o comércio marítimo é fundamental para a segurança, prosperidade e sucesso da Grã Bretanha e de seus aliados.

*A nova doutrina dos Royal Mariners já foi matéria em primeira mão pelo Orbis Defense, confira pelo link abaixo:

https://orbisdefense.blogspot.com/2020/09/royal-marines-se-preparam-para-os.html

Royal Marines se preparam para os experimentos da Future Commando Force

Nota do editor: Até o momento não foram revelados maiores detalhes dos modelos de drones e outros equipamentos autônomos ou semi-autônomos empregados nas manobras. A empresa que forneceu os equipamentos ( a QinetiQ) também não divulgou detalhes sobre.

  • Com informações da Royal Navy via redação Orbis Defense Europe.





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