Exercício de ataque nuclear simulado nos céus da França assusta observadores em toda a Europa

Um dos principais integrantes do exercício POKER, os Dassault Rafales da Armée de l'Air, que são os vetores de mìseis nucleares, não foram visualizados nos sites de monitoramento aéreo por ADS-B. Sua participação foi cinfirmada por observadores que residem nas proximidades das bases que abrigam essas aeronaves.
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Um exercício aéreo de grande envergadura, aconteceu nessa noite nos céus da França, e deixou muitos observadores locais das bases militares francesas e observadores dos sites de monitoramento aéreo alarmados, suscitando todos os tipos de desconfianças e teorias aleatòrias das mais dràsticas.

O que ocorreu na realidade foi apenas um treinamento das Forças Aéreas Estratégicas da Armée de l’Air, o exercício POKER, que conduziu um simulado de ataque nuclear com a integração das forças convencionais.

Ainda não existem informações que confirmem a participação da aviação de caça da Armée de l’Air (Força Aérea Francesa) pois os relatos de decolagens de aeronaves Mirage 2000 e Rafales são apenas de observadores que residem pròximo as bases principais da aviação de caça da França.

Os aviões de caça da Armée de l’Air quando em vôo, raramente acionam seus transponders para identificação pelos receptores ADS-B civis, que fornecem dados aos diversos sites de monitoramento de tràfego aéreo.

Imagem via Welter Vaz Mesquita.

Em voo, visíveis em sites de monitoramento por recepção ADS-B, estavam identificados pelo menos 5 aviões-tanque da Armée de l’Air e alguns outros:

– 4 C135 (ainda não identificados se eram AWACS ou reabastecedores da OTAN)

– 1 A330 MRTT da Armée de l’Air

– 1 A330 MRTT da Armée de l’Air configurado em UTI aérea envolvido na operação de remoção de pacientes da crise do Covid19 na França.

– 2 KC135 da Armée de l’Air (reabastecedores aéreos)

– 1 C135 AWACS da Armée de l’Air

– 2 aviões-tanque (aeronaves a serem confirmadas) aparentemente envolvidos em OPEX (Operações Exteriores).

Os dois esquadrões de aviões-tanque da Armée de l’Air (Força Aérea Francesa) que envolvem aviões, tripulações, mecânica, etc …estavam em grande parte envolvidos.

A Armée de l’Air divulgou por seus canais de comunicação apenas as ações relativas aos esforços da Operação Résilience:

As SAF ou FAS; Les forces aériennes stratégiques (FAS)

As forças aéreas estratégicas ( SAF em inglês) francesas foram criadas em 14 de janeiro de 1964 e são responsáveis ​​pelo uso de armas nucleares na Força Aérea Francesa .

Eles são um dos três componentes da Força Nuclear de Dissuasão Nuclear com as Forças Oceânicas Estratégicas (FOST), que implementam os submarinos de mísseis nucleares (SNLE) e a Força Aérea Naval (Aéronavale), que são responsáveis o uso de armas nucleares pela Marine Nationale (Marinha Francesa) .

Um Dassault Rafale da Armée de l’Air efetua o lançamento de um missil nuclear sem ogiva, durant eo exercìcio Banco/Poker em 2014. Imagem print via redação Orbis Defense Europe.

O que é o Exercício POKER?

Para manter seu nível operacional, as forças aéreas estratégicas francesas realizam exercícios de alerta e ataque aéreo todos os anos. Essas sessões de treinamento consistem em duas operações principais: “Banco” e “Poker”.

O primeiro consiste em retirar os mísseis nucleares de seus paiòis subterrâneos e montá-los nos aviões Rafale, a fim de simular uma situação em que o Presidente da República ordena o ataque contra um alvo.

O exercício termina quando os pilotos estão a bordo, prontos para decolar, ” muitas vezes depois de uma semana em posições, aguardando a ordem ” 20 , segundo o general Bruno Maigret, comandante das forças aéreas estratégicas, durante sua audiência no Comitê de Defesa Nacional e das Forças Armadas, em junho de 2019.
Os aviões nunca decolam com armas reais, porque, lembra o Ministério das Forças Armadas, o voo com uma arma nuclear real é proibido em França em tempo de paz.

A operação “Banco” é realizada aproximadamente duas vezes por ano e refere-se a colocação em estado de prontidão de quase todas as ogivas nucleares de forças aéreas estratégicas. No final, os mísseis são desativados e guardados.

A segunda operação desta vez consiste em realizar o próprio vôo, com um armamento inerte. O avião e sua escolta realizam um ataque aéreo simulado de várias horas sobre alvos fictìcios sobre o território nacional e prosseguem para todas as principais fases que são esperadas durante esse tipo de missão: reabastecimento em voo, penetração em baixa altitude e lançamento de mísseis fictícios , representado por um modelo.

Esses exercícios completos de ataque nuclear são organizados quatro vezes por ano. Às vezes, podem ocorrer a longas distâncias, para demonstrar a capacidade da França de conduzir uma operação muito longe de suas bases.

Para este exercício, podem ser mobilizados até cinquenta aviões, bem como tropas em terra para implementar defesas terra-ar e proteger as bases aéreas mobilizadas.

Em janeiro de 2019, a força aérea organizou um ataque de mais de 12 horas de voo entre a Ilha da Reunião e a França continental. Dois aviões Rafale e seus aviões-tanque atravessaram mais de 9.000 quilômetros sob a proteção do Mirage 2000, e enquanto enfrentavam aviões inimigos fictìcios, para simular um ataque nuclear.

Além dessas duas operações principais, são organizados exercícios adicionais de escopo menor ou temático. Segundo a Armée de l’Air, isso representa um total de 70 sessões de treinamento por ano.

  • Com informações da Armée de l’Air, Flight Radar 24 e Defense Aéro France via redação Orbis Defense Europe.




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