Guerra de gangues magrebinas e tchechenas na França está a mais de três dias fora de controle

Imagens dos confrontos obtidas nas redes sociais. Via AFP e France 24.

As cenas de violência que se multiplicaram em Dijon nos últimos dias destacaram o alto poder da criminalidade contra o estado de direito, tráfico maciço de armas e separatismo na França. Enquanto a polícia está enfrentando muitas críticas, este episódio mostra uma observação completamente diferente.

Dijon se tornou um paraíso para o crime organizado e a delinquência. Os vídeos são filmados por dezenas nas redes sociais, diante dos olhos espantados de terror, não acostumados a esse tipo de cena em uma cidade mais conhecida por sua mostarda do que pelo acerto de contas entre traficantes e terroristas islâmicos.

Os graves confrontos envolvem cerca de pelo menos 200 elementos de nacionalidades tchechenas e magrebinas (paìses do norte da Africa) que estão se confrontando à pelo menos três dias no distrito de Grésilles, em Dijon (centro norte da França).

Confrontos menores também eclodiram em outras cidades depois do inicio dos alegados protestos anti-racistas contra a morte de um delinquente de origem afro-islâmica que ocorreu à alguns anos e que ainda està em processo de justiça.

A situação que começou como uma briga de rua devido à um provàvel acerto de contas entre traficantes de gangues rivais degenerou para um evidente confronto armado de grandes proporções. Milhares de moradores temem sair às ruas para trabalhar e conduzirem suas vidas, temendo agressões, estupros e até mesmo a morte, seja por assassinato sem motivo ou por projéteis perdidos em disparos aleatorios.

Apesar dos muitos relatos de dezenas de feridos e até mesmo outra dezena de mortos, divulgados em postagens de populares nas redes sociais, as autoridades policiais não divulgaram informações detalhadas sobre o estado atual dos confrontos. Fontes ligadas aos hospitais locais relatam feridos graves que chegaram aos hospitais locais mas obviamente nenhum quer se identificar.

O governo francês enviou reforços policiais e um oficial superior para a cidade de Dijon nessa terça dia 16 de junho, quando a situação já se encontra em grande parte fora de controle das forças de ordem locais.

37 militares de tropas especializadas anti-motim da Gendarmerie foram destacados para a cidade no leste da França em 14 de Junho e um adicional de 110 foram enviados em 16 de junho.

Ainda não se sabe como a polícia anti-motim vai lidar com grupos de delinquentes armados com fuzis AK-47/74, carabinas de caça calibre 12 e outras armas de grosso calibre.

O prefeito de Dijon, Sr. Bernard Schmeltz, disse em comunicado que a violência “parecia fazer parte de um acerto de contas entre membros da comunidade refugiada tchechena da França e “moradores franceses” de origem magrebina (àrabes) de Dijon.

De acordo com relatos dos moradores em redes sociais e de policiais que não querem se identificar, os tchechenos e magrebinos disputam diversos pontos de vendas de drogas e praticam todo tipo de crime uns contra os outros e principalmente contra a população nativa francesa nos bairros mais afastados de seus enclaves. Muitos dos delinquentes de ambos os lados seriam também terroristas fichados como “Fiché S” (terroristas de alta periculosidade) mas que não sofrem maiores impedimentos devido ao stats de refugiados, concedido pelo governo francês em suas generosas politicas facilitação de imigração dos paìses arabes.

A agitação começou depois de um ataque contra um garoto e uma garota, ambos de 16 anos de idade, da comunidade local chechena em 10 de junho, que teriam sido vitimas de uma tentativa de sequestro para estupro, um crime comum praticado pelas gangues magrebinas. A mídia francesa apenas informou que o garoto foi atacado por traficantes de drogas locais.

A polícia disse que membros da comunidade tchechena realizaram ataques em represália à agressões e à outros ataques. De acordo com relatos nas mídias sociais, o verdadeiro “problema” por trás do ataque à pessoa de 16 anos foi o conflito do tráfico de drogas. As gangues tchechenas na França são conhecidas por estarem envolvidas nesse tipo de crimes.

Inicialmente, os tchechenos estavam dominando as ruas, mas com o reforço de pessoas e armas, as gangues árabes agora se tornaram mais confiantes e estão correndo por aí destruindo câmeras de segurança e parecem estar em busca das gangues chechenas.Para provar o “trabalho efetivo” da polícia antimotins, o promotor de Dijon, Eric Mathais, disse que seis pessoas ficaram feridas nos três dias de agitação, mas que nenhuma prisão foi feita.

“Vivemos uma guerra de guerrilha urbana, mesmo uma guerra civil em um distrito” de Dijon , disse Stéphane Ragonneau, secretário regional do sindicato de polícia, nesta terça-feira, 16 de junho, na Franceinfo, após um fim de semana marcado por um série de ataques por membros da comunidade tchechena . Ainda ontem à noite, o distrito de Grésilles era alvo de tensões, mas de menor escala, segundo o sindicalista.

” Podemos compará-lo à violência urbana clássica, com jatos de projéteis, coquetéis molotov, o que experimentamos, por exemplo, com os ‘coletes amarelos'” , explicou Stéphane Ragonneau. O que experimentamos, por outro lado , nos três dias anteriores, é outra coisa, é uma guerrilha urbana, até uma guerra civil que foi travada dentro de um distrito “.

Este distrito não fazia mais parte da República, a justiça era justiça olho por olho, dente por dente, a lei de Talion. Ficamos completamente impressionados com o poder e a organização do grupo checheno.

Stéphane Ragonneau, por outro lado, refutou toda a negligência e qualquer ” forma de impotência ” da polícia, criticada por sua estratégia de não intervenção no fim de semana em face das expedições punitivas lideradas pelos tchechenos:

“Não é um impotência é profissionalismo. Havia discernimento por parte de meus colegas no local.De início, sexta-feira, quando eles foram chamados a intervir nos confrontos iniciais, mostram discernimento. Eles estavam lidando com 50 a 100 pessoas encapuzadas, armadas com paus, rifles de assalto, armas de guerra “.

“A menor faísca poderia ter explodido, concluiu o membro do sindicato. Poderia haver mortes desde o início “, alertou o policial. ” Não havia dúvida de que um de nós poderia intervir para incendiar o pó” , acrescentou Stéphane Ragonneau.

Confrontos menores ocorrem também em outras cidades francesas

Apenas alguns dias após uma briga que já havia causado uma facada nos Liserons, este distrito do leste de Nice foi novamente palco de uma grande operação policial na noite de domingo. Segundo uma fonte policial, 45 pessoas pertencentes à comunidade tchechena foram presas após uma briga entre gangues rivais em meio ao tráfico de drogas.

Foi por volta das 22h40 que a polícia assumiu o local, após o relato de vários tiros. Dois tchechenos, de 32 e 35 anos, foram encontrados feridos, um gravemente no abdômen e outro ferido nas pernas. Um menor de 17 anos também foi encontrado mais levemente ferido, tendo sido espancado na cabeça.

Segundo o sindicato dos comissários de polícia, que compartilhou um vídeo no qual ele identifica “indivíduos carregando Kalashnikovs”, a briga pode estar ligada a confrontos entre gangues rivais em Dijon, que “teriam se mudado para Nice”.

No local, a força policial prossegue com 45 prisões. Eles dão origem a seis colocações sob custódia policial, que dizem respeito a cinco homens que estavam em um carro na posse de facas e armas de fogo de diversos tipos e calibres. Casos de projéteis também foram apreendidos no local, segundo a promotoria de Nice.

  • Com informações da AFP, Reuters, France 24, Valeurs Actuelles, RFI e grandes midias via redação Orbis Defense Europe.




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