Paris vira praça de guerra; Na França, milhares protestam contra restrições do confinamento e contra Macron

Com imagens gentilmente cedidas pela TL7, CNews France e TV Libértes France.

Uma multidão tomou as ruas de Paris neste sábado, 28, para protestar contra as restrições do confinamento da crise santària do Covid19 e contra a Lei de Segurança Global defendida pelo presidente Emmanuel Macron. As imagens estão sendo amplamente divulgadas pelas redes sociais da Europa e Canadá francòfono.

Os protestos por toda a Europa:

As cenas se repetem todos os dias por toda a Europa e as informações, mesmo que minimizadas ou desvirtuadas são facilmente encontradas na Internet com buscas simples.

Os protestos ocorrem em toda a Europa já a algum tempo desde o final do confinamento da primavera, mas obviamente não receberam nenhuma ou pouca cobertura das grandes mídias, isso quando não foram totalmente desvirtuadas, consideradas como protestos pelo clima ou para exigir mais medidas protetivas anti-Covid. Se não fosse pela internet e redes sociais, certamente jamais teríamos conhecimento de tais acontecimentos.

E mais recemtemente, um documentário na internet (Hold Up*, disponível na internet) ajudou a inflamar os ânimos, mostrando uma suposta situação incompetência e até mesmo de conspiração empresarial e governamental envolvendo toda a crise do Covid na França, na Europa e até mesmo a nível mundial.

Apesar do governo Macron conduzir a situação do confinamento com certa “mão de ferro” (através de leis e procedimentos bizarros para os hábitos libertários europeus), a sua principal base de apoio nas forças de ordem e militares estão extra-oficialmente contra as medidas de estabelecer rígidos controles contra a população, já que o país enfrenta problemas de sobra com a criminalidade em explosão e o terrorismo híbrido low cost que tomou conta da França no governo Macron.

Esquerda e direita contra a Lei de Segurança Global do presidente Emmanuel Macron

Aprovada pela Assembleia Nacional sob a justificativa de combate ao terrorismo, a medida enquadra a divulgação de imagens da polícia, o uso de drones, assim como fotos das forças de segurança feitas pelos cidadãos com seus celulares.

Contudo, na prática, a lei protege a polícia dos cidadãos e dos jornalistas. A partir de agora, será possível punir pessoas com sanções penais, caso agentes de segurança decidam que estão sendo postos em risco por elas quando de denúncias de violências e abusos policiais contra civis.

Críticos consideram a política do governo de esquerda uma mordaça e violação de direitos da população. O presidente defende lei polêmica que viola direitos e atenta contra a imprensa livre e imparcial.

Desnecessário dizer que as grandes mídias estatais e com controle parcial estatal ou parceiras do governo e grandes empresas associadas defendem abertamente o governo Macron e suas medidas absurdas que afundam cada vez mais a França no caos social, criminal e torna toda a sociedade vulnerável ao terrorismo, entre outros problemas sociais.

O Artigo 24 da polêmica lei de segurança global, por exemplo, estabelece que as pessoas estão sujeitas a um ano de prisão e a € 45 mil de multa (R$ 300 mil) se divulgarem “a imagem do rosto ou de qualquer outro elemento de identificação de um policial ou de um militar em ação de serviço”. Ou seja: os repórteres fotográficos, ou quem mais estiver com a câmera do seu celular ativada, ficam legalmente proibidos de registrar imagens de policiais agredindo manifestantes, ou prendendo suspeitos de não observância do distanciamento social.

O artigo 24 “tem como objetivo real restringir a liberdade de imprensa”, segundo um sindicato O projeto de lei sobre segurança global, dos deputados ambulantes Alice Thourot e Jean-Michel Fauvergue, visava inicialmente consolidar as polícias municipais e o setor de segurança privada, antes de proteger ainda mais os policiais vítimas de uma série de ataques, já causou o fluxo de muita tinta em apenas alguns dias.

Em nota de imprensa, a intersindicale SNJ, SNJ-CGT, CFDT-Journalists, SGJ-FO, juntamente com a LDH e as federações internacional e europeia de jornalistas estimaram que o artigo 24 do projeto de lei “tem o objetivo de real para restringir os direitos dos jornalistas e a liberdade de imprensa de forma desproporcional à realidade da ameaça ”.

Seria possível prender qualquer jornalista que filma ao vivo uma operação policial, colocá-lo sob custódia com apreensão de seu material e encaminhá-lo a um tribunal, o único capaz de determinar se existe intenção maliciosa.

Além disso, o dispositivo exige que os veículos de comunicação apaguem o rosto de policiais de qualquer foto ou vídeo que porventura vierem a obter e a publicar.

Fonte do documento na ìntegra em: http://www.assemblee-nationale.fr/dyn/15/textes/l15b3452_proposition-loi
Observação importante: Use tradutor para leitura em português e atente-se que partes do texto podem ser modificadas ou omitidas ou suprimidas na totalidade posteriormente pelos autores estatais do documento.

Os artigos mais polêmicos

Entre as medidas, encontramos, em particular, a possibilidade de agentes privados anotarem a identidade e endereço de um suposto agressor. Em caso de recusa, o agente poderá deter a pessoa até a chegada de um policial judiciário.

Uma disposição deste título (capítulo 2, artigo 17-3) também permite que um estrangeiro exerça essas atividades privadas que complementem a manutenção da ordem, se essas pessoas puderem provar apenas um conhecimento superficial da língua francesa!

O Título III o leva à gestão da tecnologia e é projetado para permitir que agências estatais filmem por via aérea “para fins específicos” . Aqui encontramos a divisão infinita entre o temporário / o excepcional e sua generalização. O campo de ação desse dispositivo, desenvolvido em 9 pontos, também é muito amplo.

Analisada em seus detalhes, a Lei de segurança global associada a decretos departamentais e municipais pode também dar poder de polícia para agentes de segurança privados e inclusive permitir sua incorporação às fileiras das polícias municipais, nacionais e até mesmo da Gendarmerie, com o uso de uniformes e equipamentos estatais (armas, viaturas, casernas, etc…) caso seja julgado da necessidade pública (leia-se estatal)…

Essa aparente manipulação de legislações serviu apenas para embasar as grandes evidências do uso de elementos suspeitos (agentes de segurança privados) usando fardamento policial, obviamente não pertencentes aos efetivos policiais, durante as violêntas repressões aos protestos dos coletes amarelos (Gilets Jaunes) desde o ano de 2019, que são marcadas pelos graves incidentes de ferimentos aos cidadão e at mesmo mortes de pessoas alheias aos protestos…

Imagens de excessos cometidos por elementos usando fardas ou apenas braçais de identificação são infelizes cenas comuns durante protestos pacificos na França, enquanto os verdadeiros arruaceiros e baderneiros raramente são presos, o que motivou a grande desconfiança contra as politicas de segurança do atual governo francês. Imagens via Liga dos Direitos Humanos (LDH) France.

O caso mais famoso de agressão contra civis de um elemento “não policial” usando identificações oficiais de Polícia e integrado às forças oficiais foi o do segurança pessoal do Presidente Macron, Alexandre Benalla, de origem marroquina, jamais foi militar e foi nomeado a cargo equivalente a Coronel de Gendarmerie, atuando na função pública sem concurso apenas com nomeação à cargo de confiança. Alexandre Benalla foi flagrado e filmado por diversas vezes agredindo desnecessariamente civis sem condições de defesa em Paris durante protestos dos coletes amarelos. Imagem via Liga dos Direitos Humanos (LDH).

Saiba mais sobre a lei de segurança global do governo Macron com a matéria publicada anteriormente pelo Orbis Defense em primeira mão para os paìses de língua portuguesa:

Segurança global: um projeto de lei e um ataque à liberdade de cidadãos e de imprensa para jornalistas na Europa

Macron relaxa confinamento na França devido à intensificação de protestos e mobilização em redes sociais

  • Com informações e textos adaptados da TV Libertés, RT France Television, La Tribune & Le Progress via redação Orbis Defense Europe.




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