Polícia da Grécia e EUROPOL desmantela rede de tráfico humano operada por ONG’s européias suspeitas

Imagem via FRONTEX/EUROPOL.

A polícia grega desmantelou uma rede organizada de tráfico de seres humanos em Lesbos, na qual um total de quatro organizações não governamentais (ONGs) estão envolvidas. Já foi aberto um caso contra 330 membros de ONGs, incluindo alemães, suíços, franceses, búlgaros, espanhóis, austríacos e noruegueses. Porém muitos deles são suspeitos de usarem documentos falsos pois são de origem árabe e mal falam os idiomas dos países que alegam nacionalidade.

Segundo a polícia, a organização iniciou as suas atividades em junho passado e estima-se que em 320 viagens para transferir imigrantes ilegais para a Grécia, mais de 30.000 pessoas entraram no país ilegalmente de acordo com as investigações iniciais.

A rede usava grupos fechados no Facebook e aplicativos de mensagens para compartilhar informações sobre onde os barcos sairiam e chegariam, fornecendo muitas informações. O que a polícia está procurando agora é o fim dessas redes.

A declaração da polícia grega é a seguinte:

“Após muitos meses de investigações da Subdirecção de Segurança de Mitilene, foi identificada a actuação de uma rede organizada, que atuava sistematicamente na facilitação da entrada ilegal de estrangeiros em território grego, através da ilha de Lesvos.

A investigação foi realizada em colaboração com o Serviço Nacional de Inteligência (EYP) e com o apoio do Serviço de Combate ao Terrorismo (DAEEB), bem como das Direcções de Gestão e Análise de Informação (DI.DA. P.), Estrangeiros de Ática e Investigações Criminológicas (DEE).

O Departamento de Recolha e Gestão de Informação da Assembleia Geral também participou, juntamente com o Departamento de Gestão da Migração de Lesvos, a 9ª Administração Regional da Guarda Costeira e a Autoridade Portuária Central de Mitilene.

Foi instaurado um processo criminal por crimes de constituição e adesão a uma organização criminosa, espionagem, violação de segredos de Estado, bem como violações do Código de Imigração.

De acordo com os dados da pesquisa, a rede organizada envolve um total de 35 estrangeiros, dos quais 33 são membros de quatro Organizações Não Governamentais (ONGs), que atuam em questões de imigração.

Cronologicamente, a ação da rede organizada está determinada pelo menos desde o início de junho passado, sob a forma de prestar assistência substancial às redes organizadas que traficam migrantes ilegais.

Quanto à metodologia de atuação (modus operandi), os envolvidos, a pretexto de ação humanitária, prestados aos refugiados fluem da Turquia, por meio de grupos fechados e aplicativos de internet, informações e informações confidenciais, tais como:

· Os locais de encontro na costa turca e a hora da partida de fluxos de refugiados específicos para a ilha de Lesbos;
· As coordenadas (longitude e latitude) de fluxos específicos de refugiados e sua direção em um tempo e local específicos;
· O número de estrangeiros embarcando em países terceiros, bem como a situação prevalecente durante a viagem dos barcos,
· seu destino final (área de desembarque),
· detalhes do alojamento no acampamento de migrantes de Moria em Lesvos.

Além disso, pelo uso extensivo de uma aplicação específica de ligações telefônicas, que está relacionada ao acionamento de operações de resgate, elas dificultaram o trabalho operacional das embarcações da Guarda Costeira Helênica durante o período de evolução dos fluxos migratórios.

Pelos dados da pesquisa até o momento, verifica-se que a rede organizada facilitou, com a metodologia mencionada acima – o movimento de um grande número de estrangeiros para a ilha de Lesvos em pelo menos (32) casos (concluídos e tentados).

Link para o comunicado de imprena da Polícia Grega:

http://www.astynomia.gr/index.php?option=ozo_content&lang=%27..%27&perform=view&id=97610&Itemid=2509&lang=

Saiba mais sobre a defesa das fronterias da Grécia e sobre a “Operação Poseidon” no site da FRONTEX:

https://frontex.europa.eu/along-eu-borders/main-operations/operation-poseidon-greece-/

Invetigações da EUROPOL estão em andamento para determinar a extensão total da atividade ilegal da organização criminosa e seus links por toda a Europa. 

O jornal grego Ekathimerini relata que trinta e três membros de organizações não governamentais e dois estrangeiros suspeitos de facilitar a entrada ilegal na Grécia de requerentes de asilo provenientes da Turquia enfrentam acusações criminais, em particular por ter liderado uma organização criminosa, por espionagem e violação de segredos de Estado, declarou segunda-feira a polícia grega (ELAS).

Em um comunicado divulgado após vários meses de investigação com a ajuda da agência de inteligência grega e da unidade antiterrorismo, a ELAS disse que a suposta extorsão alimentou o contrabando de migrantes para a ilha de Lesbos desde pelo menos o início de junho.

Os réus teriam apoiado ativamente redes de traficantes para contrabandear migrantes para a Grécia. Utilizando, em particular, informações confidenciais, transmitidas aos contrabandistas por mensagens privadas, bem como os pontos de encontro de migrantes da Turquia e suas coordenadas geográficas.

O uso desta informação confidencial dificultou as operações de resgate da Guarda Costeira grega, de acordo com a ELAS.

A investigação continua para determinar a extensão da atividade de tráfico.

Na França, várias ONGs também trabalham ativamente para trazer os migrantes ilegais ao território europeu, ONGs às vezes subsidiadas pelas comunidades, sem que ninguém saiba exatamente qual é o papel que desempenham no tráfico de seres humanos que ocorre atualmente no mar. Mediterrâneo e que poderia colocar a Europa de joelhos demograficamente nos próximos anos.

  • Com informações do Ekathimerini Greece, FRONTEX/EUROPOL e Reuters via redação Orbis Defense Europe.

https://www.ekathimerini.com/257462/article/ekathimerini/news/thirty-three-ngo-members-face-charges-of-illegally-smuggling-migrants-into-greece





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