Redes de energia, telefonia e internet da França é sabotada a mais de um mês por grupos de ultra esquerda e anarquistas

Antena destruida pore incêndio criminoso em Pelt (Bélgica), 19 de abril de 2020. Foto de Yorick Jansens / AFP.

Os serviços de inteligência da Policia Nacional investigam fortes indicios do retorno de um grupo auto-intitulado “ação direta”. A situação surgiu após a sabotagem de cerca de 200 antenas de retransmissão de sinais de telefonia celular e internet, assim como várias destruições de equipamentos de pontos de distribuição de energia elétrica e internet. Grupos jihadistas de menor expressão também estão listados como suspeitos de participação nos atos de sabotagem, provavelmente em cumplicidade com os grupos de extrema esquerda.

Coincidentemente, em diversas regiões da França, Itália, Holanda e Alemanha foram afetados com a falta de serviços de telefonia fixa e mòvel, bem como internet e até mesmo energia elétrica desde o 1o dia do confinamento obrigatòrio.

A situação de todas essas sabotagens foi incentivada pela ausência das forças policiais das atividades de investigação e policiamento preventivo, jà que a grande maioria do contingente policial da França foi mobilizado para controlar o confinamento obrigatòrio nos milhares check points posicionados por todas as grandes cidades e estradas.

Segundo nota de 23 de abril que o jornal Le Parisien pôde consultar, os investigadores veem claramente nessas ações a mão da ultra esquerda e grupos anarquistas apoiados por partidos politicos de esquerda, interessados em propagar o caos social em tempos de confinamento obrigatòrio.

A situação é denunciada desde o mês de abril por muitas mìdias, mas o governo francês parece ter outras prioridades divergentes das necessidades da segurança nacional. Fonte: https://www.valeursactuelles.com/clubvaleurs/politique/sabotages-incendies-lultragauche-profite-du-confinement-pour-multiplier-les-actions-violentes-118176

Fonte: https://www.valeursactuelles.com/societe/les-actes-de-sabotage-attribues-lultragauche-se-multiplient-depuis-debut-avril-118927

De acordo com o relatòrio do SCRT da Policia Nacional:

“Os elementos mais radicais dos movimentos radicais de protesto […] continuam sua lógica de intensificar ações de degradação, visando prioritariamente os serviços do Estado, energia e telecomunicações, bem como os símbolos das finanças” , eles explicam.

O SCRT salienta que todos esses ataques têm uma coisa em comum: eles têm como alvo “alvos históricos do movimento de extrema esquerda” , como agências bancárias em Lyon ou Toulouse, veículos da Enedis (concessionària de serviços de energia elétrica) em Montpellier, empreiteiras da construção civil em Niort, um McDonald’s no Drôme ou mesmo uma sub-prefeitura de Saint-Nazaire (Loire-Atlantique).

O mais surpreendente foi grande número de antenas de retransmissão visadas nestes tempos de crise de saúde. Se essas ações não apresentarem reivindicações ou assinaturas, os serviços de inteligência suspeitam do trabalho de grupos de extrêma esquerda desde a multiplicação de chamadas para sabotagem em páginas do Facebook e blogs afiliados ao movimento.

Em 30 de março, um manifesto pedindo “retornar à ação direta” foi publicado até mesmo na página de um jornal autônomo em Lille, amplamente divulgado. Neste texto, o autor compara notavelmente o confinamento a “uma prisão domiciliar coletiva” , denuncia “um contexto repressivo” e pede que se aproveite da situação para “multiplicar as ofensivas”.

O mais estranho em tudo isso é a hipocrisia de um “protesto” contra as medidas de confinamento obrigatòrio na França, mas todos os ataques efetuados prejuducaram apenas a população civil!

Com base nessas indicações, uma dúzia de investigações judiciais estão em andamento, confiadas principalmente às seções de pesquisa da Gendarmarie(Policia Militar), para esclarecer a sabotagem, relata o jornal Le Parisien .

Mas as investigações param, por falta de identificação dos autores. “A ultra esquerda tem experiência. Eles não deixam rastros, são difíceis de serem rastreados, mas tudo leva a eles ”, confidencia um oficial da Gendarmerie ao diário de Ile-de-France.

Segundo a nota, a França não seria a única afetada por essas “ações diretas”, que também dizem respeito à Itália e à Holanda, onde também foram observadas degradações das antenas de retransmissão. Tanto é que esse surto de atos terroristas de âmbito internacional poderia levar a justiça antiterrorista a interferir no caso.

De fato, a Direção Geral de Segurança Interna (DGSI) e o Ministério Público Nacional de Combate ao Terrorismo (PNAT) estão monitorando de perto o desenvolvimento do fenômeno que afetou milhões em todo o territòrio e deixou centenas de milhares de moradores de àreas isoladas nas montanhas sem contato por telefone fixo e celular, bem como afetou os serviços de internet em muitas regiões.

  • Com informações do jornal Le Parisien, matéria de Louis de Raguenel para a revista Valeurs Actueles e Agence France Press via redação Orbis Defense Europe.