Segurança privado evita ataque de terrorista islâmico contra igreja e salva centenas de pessoas

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Um segurança privado de uma boate, de 38 anos, conseguiu evitar um atentado que certamente mataria algumas centenas de pessoas no domingo dia 19, na cidade de Blanc-Mesnil (suburbio de Paris).

Na manhã de domingo, pouco depois das 7 horas da manhã, quando ele acabara de fechar a boate onde estava comemorando um aniversário e ainda conversava com amigos, Yves, o agora héroi anônimo por questão de segurança pessoal, conseguiu impedir o que poderia ser um dos maiores atentados na França depois do Bataclan.

Segundo várias testemunhas, ele evitou “uma grande carnificina” ao atropelar um terrorista islâmico que se dirigia a uma igreja em Blanc-Mesnil, armado com um fuzil Kalashnikov AK-47 com carregadores extras presos ao corpo, gritando Allahu akbar.

Yves (nome completo em segredo) o motorista heròi, salvou varias centenas de pessoas que estavam no interior de uma igreja aguardando o inìcio da missa dominical.

A quantidade de fiéis da igreja de Blanc-Mesnil (Seine-Saint-Denis) no domingo do serviço de culto eram quase mil pessoas devido à uma festividade religiosa local.

De acordo com testemunhas, ele se comportou “heroicamente” e salvou a vida de muitas pessoas ao atropelar levemente com seu carro, um homem armado que estava indo em direção à igreja, gritando “Allahu akbar”. Depois o imobilizou, antes de ser ajudado por alguns dos fiéis. As colisões com o carro não feriram gravemente o terrorista islâmico, que agora està sob custódia policial.

Église Saint-Charles em Blanc-Mesnil, onde o atentado foi evitado. No momento em torno de mil pessoas estavam no local. Imagem via prefeitura de Blanc-Mesnil.

Terrorista possuia antecedentes de violências, mas nunca foi investigado

De acordo com a promotoria de justiça da região de Bobigny o homem portava “um sabre, uma metralhadora MAS 9mm e um fuzil AK-47” e durante a busca policial na casa do terrorista islâmico em Villemomble, outros dois AK-47 foram encontradas.

O terrorista de 32 anos, que tinha um nível de álcool no sangue próximo a 1 g por litro de ar expirado, foi preso por violência dolosa com uma arma, ameaças com uma arma, detenção, porte e transporte de uma arma. Mas estranhamente o caso não foi transmitido às autoridades policiais antiterroristas.

Sem antecedentes criminais graves ou sinais de radicalização, ele certamente gritou Allahou Akbar entre outras ameaças de cunho tìpico do radicalismo islâmico o que ja caracteriza a intenção do atentato terrorista, mas por não ter histórico jurídico perturbador e nada mais foi encontrado ainda que possa sugerir radicalização islâmica. No entanto, ele era considerado muito perigoso na região onde morava. “

O relato do motorista Yves:

Tudo começou por volta das 3 da manhã. A festa está em pleno andamento na sala. Os primeiros convidados saem e são ameaçados por um homem com uma espada gritando ameaças em idioma àrabe e em francês. Ele desaparece nos matagais do parque vizinho. A cena se repete algumas horas depois. “Chamamos a polícia, mas não vimos uma patrulha chegar”, lembra Yves.

Às 7 horas da manhã dois convidados ainda estão conversando no estacionamento. Yves está ao lado de seu carro. O terrorista islâmico reaparece vestindo calça militar e vestimentas tradicionais àrabes, usando uma máscara de paintball para cobrir o rosto, e armado com um sabre. Yves volta para o carro. O maníaco, que circula, vira e corre gritando em direção à igreja.

Infelizmente não existem mais imagens disponìveis dos fatos devido à novas leis da França que proìbem a divulgação de ocorrências policiais sem a permissão das autoridades. Estranhamente, o caso recebeu pouca ou nenhuma cobertura das grandes mìdias apesar da relevância, sendo divulgado e comentado apenas por profissionais de segurança.

“Conheço as armas e vi que era real”

“Ele estava determinado e foi quando o vi sacando o fuzil escondido debaixo da roupa, que ele segurava em uma mão”, continua Yves. Conheço as armas e vi que era real. Para mim, ficou claro que ele iria cometer um ataque. Tenho um reflexo de segurança quando penso nas famílias da igreja. Eu saio e bato com o carro nas costas dele. Ele cai, levanta-se, vira-se, coloca sabre no meu capô. E começa a apontar a arma. Eu estava com muito medo. “

Yves acelera novamente e atinge o agressor com força total. “Ele desapareceu do meu campo de visão e entrou debaixo do meu carro, eu recuei rapidamente e saí para desarmá-lo, era perigoso, ele poderia ter me baleado, mas se eu esperasse por ele recuperado, é certo que ele teria me acertado. Chute o rifle para longe. Depois, dois “grandes tapas na cara”. Os fiéis da igreja vêm ajudá-lo a imobilizar o terrorista.

“Eu fiz questão de não matá-lo”, fiquei com muito medo, vi minha vida passar 40 vezes, diz Yves.

“Tomei o cuidado de não matá-lo, mas como ele não estava na minha frente, fiz apenas o que tinha que fazer, nada mais”. Yves não contou à família sobre essa história. “Não quero que eles tenham medo, mas é quando percebemos a total insegurança em nosso país. Eu já tive que lidar com brigas com facas ou paus na saída da discoteca. Mas havia dessa vez claramente outra coisa, ocorreria um massacre de inocentes. “

Abaixo, imagens do Le Parisien com o momento da prisão do terrorista islâmico:

  • Com textos da matéria de Florian Loisy de 20 de julho de 2020 para o Le Parisien, e informações France Inter, TF1, France 3 e Voice of Europe via redação Orbis Defense Europe.




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