Terroristas islâmicos do ISIS estabelecem capital em Moçambique e promovem atrocidades contra a população

Imagem ilustrativa via redação OD Europe.

Os terroristas capturaram uma cidade portuária estratégica de Mocimboa da Praia, em Moçambique no início deste ano, dizendo aos locais que seria o seu novo reduto, e, mataram milhares no país africano. Dentro da nova capital do ISIS os terroristas realizam decapitações e capturam escravos sexuais de ambos os sexos para seu divertimento e comércio de seres humanos.

Desde março desse ano, os jihadistas ocuparam o centro de Mocímboa da Praia e incendiaram instalações do governo. Eles também lançaram um ataque a um quartel da polícia em uma segunda cidade, brandindo uma bandeira do ISIS.

A informação somente tornou-se de amplo conhecimento público depois que o governo de Moçambique admitiu os fatos recentemente e alguma atenção internacional foi dada apesar das prioridades das grandes mídias para a crise do Covid.

Os “Machababos” são jihadistas ligados ao ISIS, e acumularam uma força de combate que está causando estragos e massacrando seus inimigos já a algum tempo por muitas regiões da Africa central e ocidental. Somente nesse ano os terroristas islâmicos mataram mais de 15.000 pessoas no norte de Moçambique e obrigaram ao êxodo mais de um quarto de milhão desde 2017.

A região é rica em petróleo, com bases Total e Exxon Mobile e suas florestas profundas oferecem rotas de contrabando de armas e munições para terroristas. A cidade portuária estratégica de Mocimboa da Praia fica próxima a um local de projetos de gás natural no valor de £ 45 bilhões.

Imagem da tomada de uma delegacia de polícia na cidade de Mocimboa da Praia, divulgada em redes sociais pelos terroristas islâmicos Machababos. Via Daily Star UK.

Os locais referem-se ao grupo armado como Machababos ou Al Shabaab, mas o grupo afiliado ao ISIS se autodenomina Al-Sunnah Wa Jama’ah.

David Otto, especialista em contraterrorismo e crime organizado da Global Risk International, disse ao Daily Star Online (UK) em entrevista:

“O terreno complexo de floresta densa e fácil acesso ao oceano Índico torna a província de Cabo Delgado e o distrito de Mocimboa da Praia perfeitos para qualquer grupo armado para se esconder.
“Eles podem lançar táticas de emboscada de ataque e execução, escapar para o alto-mar para estados vizinhos e ter uma rota logística ideal para o contrabando de mercadorias ilegais, armas e munições”.

Otto afirma que um dos líderes do grupo terrorista, Abdala Likongo, é casado com um membro da tribo Makunde, uma das mais influêntes da região, o que confere ainda mais poder ao grupo terrorista.

Ele acrescentou: “Esta afiliação local, apoio e conhecimento do povo e do terreno fornecem ao grupo jihadista uma grande vantagem sobre as forças governamentais frequentemente implantadas de fora da região com muito pouca inteligência cultural e conhecimento da área”.

Durante o ataque terrorista a Mocímboa da Praia, os fuzileiros navais de Moçambique tentaram resistir ao ataque de centenas de militantes, mas ficaram sem munições e foram forçados a recuar.

Os observadores internacionais e locais acreditam que os Machababos acumularam uma força de combate considerável e equipamentos como telefones por satélite, computadores em rede e outros dispositivos de campo de batalha necessários para resistir às forças militares de Moçambique.

O grupo demonstra uma estrutura semi-organizada com capacidade e habilidade para planejar localmente, lançar ataques surpresa, roubar armas e usar armas e munições complexas de nível militar, de delegacias locais, postos militares e empresas de segurança privada no campo de batalha.

O grupo terrorista islâmico “Machababos” teria recrutado combatentes estrangeiros do vizinho Quênia, Tanzânia e possivelmente Somália. Algumas estimativas sugerem que eles podem ter aproximadamente 10.000 combatentes treinados, mas esta pode ser uma estimativa baixa.

Muitos outros grupos menores de terroristas islâmicos locais juraram lealdade aos Machabos e ao ISIS no ano passado, o que garantiu o engrossamento dos contingentes e permitiu que esses lançassem uma série de ataques na região.

Outra imagem da tomada de uma delegacia de polícia e captura de veículos governamentais na cidade de Mocimboa da Praia, divulgada em redes sociais pelos terroristas islâmicos Machababos. Via Daily Star UK.

Descrevendo como eles colocam medo em seus inimigos, o Sr. Otto explicou:

“Forças estatais e supostos espiões foram capturados e decapitados pelo grupo jihadista para enviar uma mensagem de alerta.“As mulheres têm sido alvo de sequestros seletivos. Fontes dizem que os jihadistas mantêm as mulheres e garotos como escravas/os sexuais ” e homens “são enviados para trabalhos forçados em campos de propriedade de jihadistas como punição”.

Embora não tenham imposto suas próprias leis às populações locais como o ISIS fez no auge de seus poderes há temores de que os jihadistas estejam recolhendo impostos das mineradoras para se financiarem. Os terroristas exploraram a pobreza do país para atrair recrutas desesperados pela fome e com promessas de dinheiro, mulheres e passagens para a Europa, para viverem como refugiados depois de 3 anos de serviços sob ordens do grupo terrorista islâmico.

Moçambique ocupa a 181ª posição entre 187 países no Índice de Desenvolvimento Humano do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas mais recente.

As forças de segurança locais têm lutado para conter a insurgência, e mercenários estrangeiros também foram massacrados.

No ano passado, sete russos lutando pelo secreto Grupo Wagner, à serviço do governo de Moçambique foram mortos em dois ataques separados, ambos foram realizados no estado de Cabo Delgado, e quatro das vítimas teriam sido decapitadas.

Em um vídeo publicado pela rede Al Jazeera em maio desse ano, o Presidente de Moçambique pediu ajuda para a comunidade européia para combater os terroistas islâmicos, mas o assunto não recebeu a atenção das grandes mídias internacionais:

Abaixo, o vídeo do Daily Star UK sobre a situação:

https://www.dailystar.co.uk/news/world-news/inside-isis-new-capital-terrorists-22784220

  • Com texto adaptado de Tom Towers para o Daily Star UK em 3/10/2020 e informações parciais da AFP via redação Orbis Defense Europe.




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